O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi prestará depoimento às 17h desta segunda-feira (15/6) no Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que apura denúncias de importunação sexual feitas por duas mulheres. A defesa do magistrado nega as acusações. Buzzi está afastado do exercício do cargo até o encerramento da investigação.

O PAD é o instrumento interno para apurar condutas de membros do Judiciário e pode culminar em sanções administrativas. Mais do que o resultado individual, o episódio coloca em foco a capacidade do STJ de lidar com denúncias sensíveis envolvendo a própria cúpula da Justiça, sem proteger privilégios nem sacrificar a presunção de inocência.

Há implicações institucionais e políticas: a forma como o processo for conduzido influencia a percepção pública sobre transparência e responsabilidade no Judiciário. Uma apuração lenta ou opaca ampliaria desgaste institucional; uma resposta célere e fundamentada pode reduzir tensões, mas não elimina o custo político associado às denúncias.

Após o depoimento, caberá à corregedoria e aos órgãos competentes avaliá-lo no contexto das provas e decidir sobre eventuais medidas disciplinares. O caso é um teste para o STJ conciliar prerrogativas dos magistrados com exigência de prestação de contas — e terá impacto direto na percepção de independência e integridade da Corte.