Em sabatina realizada pela revista Veja, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, saiu em defesa do candidato do PL, Flávio Bolsonaro, no episódio conhecido como Dark Horse. Sem reproduzir detalhes processuais, Tarcísio disse confiar que o candidato não cometeu irregularidades e afirmou que ele terá oportunidade de prestar esclarecimentos quando for chamado a responder sobre o uso de recursos ligados a Daniel Vorcaro para custear a cinebiografia sobre Jair Bolsonaro.
Ao mesmo tempo, o governador transferiu o foco para o Palácio do Planalto: cobrou explicações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre relatos de um esquema de lobby no gabinete presidencial e questionou a relação entre um assessor referido publicamente e o filho do presidente. Para Tarcísio, a transparência é condição básica para que o eleitor possa tomar decisões informadas.
A blindagem pública a Flávio acontece em meio a cobranças de outros atores políticos. Parlamentares e adversários, como a deputada Tereza Leitão, pediram que órgãos como a PGR e a Polícia Federal investiguem questões ligadas ao financiamento do filme. O próprio Flávio tem repetido que já prestou contas, enquanto opositores seguem exigindo documentos e apuração mais ampla.
Política e estrategicamente, a posição de Tarcísio cumpre duplo papel: reforçar a narrativa de defesa dentro do campo da direita e, ao mesmo tempo, empurrar a polémica para o Planalto, cobrando respostas do governo. O movimento tende a aprofundar a polarização e coloca pressão sobre instituições e atores políticos para apoiarem ou contestarem versões, elevando o custo político de omissão diante de suspeitas que permanecem sem esclarecer.