O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a defender neste sábado o senador Flávio Bolsonaro (PL) ao ser questionado sobre a polêmica envolvendo o financiamento do filme Dark Horse pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo o material-base, Flávio teria solicitado recursos ao dono do Banco Master; Tarcísio afirmou que o parlamentar "já prestou os esclarecimentos" e os repetirá sempre que for confrontado, em entrevista na Conferência Elas, evento promovido pela Igreja Videira que contou com a presença do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
Além da defesa pública, Tarcísio confirmou que haverá aparições mútuas na propaganda eleitoral: Flávio participará do programa de Tarcísio, que por sua vez participará do material do senador, e ambos também integrarão peças dos candidatos ao Senado Guilherme Derrite e André do Prado. A estratégia, disse o governador, é apresentar um "grande time" unido até as eleições.
A sinalização de unidade busca reforçar a base eleitoral e pacificar o arco de alianças, mas expõe a campanha a um dilema político. Defender um aliado sob suspeita — ainda que Tarcísio não tenha atribuído culpa — pode transferir desgaste e ampliar o escrutínio público sobre a relação entre candidatos e financiadores. Para adversários e imprensa, as imagens conjuntas serão material para questionamentos sobre transparência e conflitos de interesse.
Na prática, a tática tem efeito ambíguo: fortalece a narrativa de coesão do bloco, útil em disputa estadual acirrada, mas também amplia risco reputacional caso novas perguntas sobre o episódio venham à tona. Resta ao comando da campanha equilibrar a exposição conjunta com respostas objetivas às dúvidas públicas, evitando que a defesa incondicional vire custo político para a reeleição.