A nova pesquisa Quaest, divulgada nesta terça-feira, confirma a vantagem do governador Tarcísio de Freitas na corrida pelo governo de São Paulo. Em simulação de primeiro turno, ele aparece com 44% das intenções de voto — mesmo patamar da rodada anterior — e amplia a pressão sobre a oposição ao registrar 49% em um eventual segundo turno contra Fernando Haddad, que surge com 29%. O resultado consolida um quadro favorável ao governador, mas não elimina fatores de risco.
O levantamento ouviu 1.800 eleitores entre 25 e 28 de setembro e tem margem de erro de dois pontos percentuais. Comparado ao estudo de 23 de setembro, o cenário é essencialmente estável: a preferência por Tarcísio se manteve, enquanto Haddad oscilou levemente para baixo no primeiro turno (de 27% para 24%). Brancos, nulos e os que não pretendem votar somam 12%; os indecisos subiram de 9% para 10% na simulação de segundo turno e, no primeiro turno, passaram de 14% para 16%. Esses segmentos ainda podem alterar o quadro dentro da margem estatística.
O resultado corrobora pesquisas recentes que deram fôlego ao governador — incluindo levantamentos do Real Time Big Data e do Paraná Pesquisas citados na cobertura — e também dialoga com índices de avaliação administrativa apontados em outras sondagens. Para o PT, os números representam um desafio prático: reduzir a diferença exige crescimento consistente entre eleitores indecisos e migração de votos de candidatos menores, cenário que até aqui não se materializou nas sondagens públicas.
Do ponto de vista político, a pesquisa acende um sinal para a oposição e para o próprio campo governista. Para Tarcísio, a consolidação da liderança abre caminho para uma campanha com foco em preservar a vantagem e reduzir mobilidade de eleitores. Para Haddad e o PT, os dados complicam a narrativa de recuperação em São Paulo e exigem ajuste de estratégia. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral (SP-01590/2026).