Em agenda neste sábado em Presidente Prudente, no interior de São Paulo, a candidata ao Senado Simone Tebet defendeu que agronegócio e agricultura familiar não sejam vistos como setores antagônicos, mas complementares na produção de alimentos. A declaração, alinhada à avaliação pública do segundo suplente da chapa, o ex-prefeito Marcelo Barbieri, procurou desconstruir conflito entre segmentos que costuma dividir o debate rural.
Tebet buscou reforçar o diálogo com produtores ao destacar o papel dos pequenos agricultores no abastecimento doméstico e na segurança alimentar. A candidata afirmou que é preciso valorizar e apoiar quem coloca comida na mesa do país, argumento usado para justificar uma agenda que una grandes cadeias produtivas e a economia familiar sem antagonismos retóricos.
No discurso, a senadora em exercício ressaltou que muitas prefeituras do interior, especialmente nas regiões oeste e noroeste paulista, não têm estrutura nem recursos para conservar as estradas vicinais que ligam áreas de produção aos centros de distribuição. A falta de maquinário e de investimentos, segundo ela, encarece o transporte, dificulta o escoamento e pressiona preços e renda rural — um problema com consequências fiscais e econômicas que exigirá destino claro de recursos públicos.
A iniciativa de Tebet tem recado político claro: além de ganhar espaço entre lideranças do setor agropecuário, a candidata tenta transformar um tema técnico — manutenção de vias e logística — em proposta de campanha. Resta ver se a narrativa vai se traduzir em propostas detalhadas capazes de enfrentar a carência de investimentos municipais e reduzir o custo real da produção para o consumidor e o produtor.