A senadora Tereza Cristina (PP-MT) recusou o convite para integrar a chapa de Flávio Bolsonaro como candidata a vice, decisão tomada em reunião nesta terça-feira (21). O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, informou ao Correio que a parlamentar mantém candidatura à presidência do Senado, com eleição prevista para 2027, quando a nova legislatura tomar posse. Tereza foi ministra da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro.
A negativa expõe um desafio prático para a campanha de Flávio: a necessidade de montar uma chapa com peso político e apelo eleitoral fora do núcleo do PL. A coordenação já admite buscar alternativa entre partidos do Centrão — União Brasil, Progressistas ou Republicanos — caminho que exige negociação política intensa e troca de espaço entre aliados. O episódio acende um alerta sobre a dificuldade de amarrar apoios estruturados em prazo curto.
Do lado de Tereza Cristina, a recusa preserva espaço político próprio e deixa claro que sua prioridade é uma vitória institucional no Senado, não uma vice-presidência na disputa presidencial. Para o PL, a saída dificulta a construção de uma narrativa de unidade e amplia a pressão para oferecer concessões aos partidos do Centrão, que podem exigir compensações no Congresso e em candidaturas locais.
A convenção do PL está marcada para 25 deste mês, mas o coordenador da campanha, Rogério Marinho, já afirmou que o nome da vice não deve ser anunciado naquela data; o prazo formal para apresentar a composição da chapa vai até agosto. Com a janela aberta, a campanha precisa acelerar acordos sem abrir mão de equilíbrio político — e o impasse deixa evidente que a costura com o Centrão será determinante para a viabilidade eleitoral da candidatura.