O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que a totalização dos votos foi pausada em razão da decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que estendeu neste domingo (25/10) o horário de votação até as 19h em todo o país. Normalmente os portões fecham às 17h; a prorrogação foi determinada depois de uma reclamação constitucional apresentada pela coligação Brasil Pronto Pra Mais, ligada ao PT, que alegou problemas de transporte público em três municípios baianos.
Na decisão, Zanin destacou a gravidade dos fatos relatados e a urgência da medida, registrando que a reclamação chegou ao STF às 16h32. O ministro reconheceu vínculo com entendimento já firmado na ADPF 1.013 e atribuiu à decisão força de mandado e ofício, determinando que o TSE adote as providências necessárias. Apesar de a reclamação original ter foco em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, a orientação foi de alcance nacional, o que elevou imediatamente a complexidade operacional da eleição.
Do ponto de vista técnico, a extensão do horário interrompe o cronograma do TSE e obriga equipes eleitorais a reorganizar procedimentos de fechamento de seções e logística de totalização. A suspensão da apuração, ainda que provisória, aumenta incertezas sobre prazos de divulgação dos resultados e pode criar espaço para questionamentos jurídicos e políticos sobre o tratamento uniforme da medida. Autoridades eleitorais terão de justificar as medidas adotadas para cumprir a ordem sem comprometer a integridade do processo.
Politicamente, a decisão acende alerta sobre a sensibilidade do calendário eleitoral a reclamações locais transformadas em determinações nacionais — algo que pode ser interpretado como ganho tático por partes interessadas e suscitar críticas de adversários. Para o governo e para o TSE, a situação cobra respostas claras sobre preparação logística e agilidade administrativa. Resta acompanhar como a Corte eleitoral readequará a totalização e quais efeitos isso terá na confiança pública e na disputa rumo a 2026.