O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE‑SP) começou neste domingo (4) os testes de integridade das urnas eletrônicas na capital. A ação, realizada em seções especiais, envolve 33 equipamentos e cerca de 400 pessoas — entre servidores do tribunal e voluntários — e tem caráter público, com parte do procedimento exibida em vídeo.

O exercício, feito há cerca de 20 anos, tem objetivo técnico e de transparência: voluntários preenchem células de papel com votos antes de inseri‑los no equipamento; ao final do período de votação — às 17h — é feita a conferência entre o total apurado em papel e o resultado registrado pela urna. Segundo a comissão responsável, esse confronto tem apresentado coincidência nacional ao longo das últimas duas décadas.

Este ano o polo principal está instalado no Centro Cultural São Paulo, na Rua Vergueiro, 1000 — onde 30 urnas são auditadas — e outras três máquinas são testadas na seção da Universidade Paulista (Unip) Vergueiro. Por ocorrer fora do fluxo operacional do pleito, o teste permite auditar um número maior de urnas e abrir o procedimento à visitação pública até o encerramento das eleições.

Além da verificação técnica, o exercício tem peso político-institucional: funciona como demonstração pública destinada a reforçar confiança no sistema e a reduzir espaço para contestações. Ainda assim, a própria necessidade de mostrar o teste à sociedade indica que legitimidade e transparência continuam sendo pilares sensíveis do processo eleitoral, que dependem tanto de procedimentos auditáveis quanto de comunicação clara pelas autoridades.