O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), José Antonio Encinas Manfré, rejeitou os recursos apresentados pela defesa de Pablo Marçal e manteve a condenação que torna o ex-candidato inelegível até 2032. A decisão, assinada pelo presidente, também preservou a multa de R$ 420 mil aplicada ao político.
Segundo o entendimento da Justiça Eleitoral paulista, as provas reunidas no processo apontaram para a criação de uma estrutura organizada para remunerar influenciadores digitais pela produção e divulgação de vídeos com trechos relacionados à campanha de 2024. Marçal terminou a disputa em terceiro lugar e não avançou ao segundo turno.
O julgamento representa mais um revés: em 5 de agosto o plenário do TRE-SP já havia rejeitado, por unanimidade, os embargos de declaração contra o acórdão de dezembro de 2025. O Ministério Público Eleitoral tentou ampliar condenações por abuso de poder econômico e captação ilícita de recursos, mas o próprio acórdão considerou insuficientes as provas para esses delitos.
Do ponto de vista político, a confirmação da inelegibilidade e da multa amplia o desgaste sobre Marçal e impede que dispute a eleição de 2026, colocando em risco planos de retorno imediato à cena política. A defesa pretendia reverter integralmente o julgamento; a reportagem solicitou posicionamento à assessoria do empresário, que não respondeu até a publicação.