O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) divulgou por volta das 9h30 deste domingo que 52 urnas eletrônicas apresentaram problemas e precisaram ser substituídas durante o segundo turno. Do total, 19 ocorrências foram registradas na capital paulista; as demais, no interior. O número representa cerca de 0,045% das 114.605 urnas preparadas para a votação no estado.

A estrutura montada pelo TRE-SP incluiu equipamentos de contingência, mantidos em prontidão para reposição imediata. Segundo o próprio tribunal, a taxa de substituição é baixa, o que indica que os equipamentos e a logística funcionaram sem provocar paralisações significativas nas seções. A existência de um plano de contingência evitou impacto maior no processo de votação.

Ainda assim, o episódio tende a ganhar atenção política: São Paulo é o maior colégio eleitoral do país, com mais de 34,1 milhões de eleitores aptos, e qualquer falha, mesmo em pequena escala, serve de munição para opositores e para a imprensa. Em termos práticos, o baixo índice reduz o risco de contestações formais, mas levanta questões sobre manutenção preventiva, treinamento das equipes e transparência na comunicação de ocorrências.

Especialistas em logística eleitoral e partidos poderão cobrar do TRE-SP relatórios mais detalhados sobre a natureza dos defeitos e o tempo médio de substituição. Tecnicamente, a resposta rápida do tribunal é um ponto positivo; politicamente, a gestão do episódio e a clareza das informações serão relevantes para evitar suspeitas e narrativas que possam explorar as falhas em campanhas futuras.

No mais, a substituição das urnas não interrompeu a votação pelo cargo de presidente em São Paulo — não havia escolha para governador, já que Tarcísio de Freitas foi reeleito no primeiro turno. O balanço final do TRE-SP deverá consolidar se a operação de contingência foi suficiente ou se serão necessárias correções para as próximas eleições, em especial diante do que se anuncia como um calendário eleitoral mais disputado em 2026.