O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou, em boletim oficial, que 900 urnas eletrônicas foram substituídas no país entre as 8h e o meio‑dia deste domingo, quando ocorre o segundo turno. O total equivale a 0,18% das 499.248 urnas em uso na votação para presidente — que reúne mais de 158,7 milhões de eleitores — e também para governador em cinco estados e no Distrito Federal.
Os estados com maior número de trocas foram São Paulo (163), Paraná (103), Rio de Janeiro (95) e Minas Gerais (75). O TSE não detalhou os motivos que levaram às substituições; na prática, essas trocas costumam ocorrer por falhas operacionais. No primeiro turno, em 4 de outubro, foram substituídas 1.904 urnas, número que indica uma queda de cerca de 53% nas trocas até o momento.
A Justiça Eleitoral manteve uma reserva de 48.815 urnas para eventuais substituições — um contingente que representa aproximadamente 9,8% do total de equipamentos. A legislação prevê, como último recurso, a adoção de cédulas de papel caso a urna de reposição também apresente problema; até agora esse procedimento não foi necessário nas eleições deste ano.
Ainda que a taxa de substituição seja baixa em termos relativos, a ausência de informações públicas sobre as causas das falhas abre espaço para questionamentos sobre a gestão logística e a transparência do processo. Estados com maior incidência de trocas concentram risco operacional local e exigem explicações claras do TSE para evitar que episódios pontuais alimentem dúvidas sobre a segurança e a condução da votação.