O Tribunal Superior Eleitoral informou que 4.352 das 499.248 seções eleitorais do país tiveram alterações de endereço até 16 de outubro — cerca de 0,87% do total. A checagem antecipada do local de votação é recomendada: alterações pontuais podem surpreender eleitores que planejam votar no dia 25 de outubro.
As mudanças foram motivadas, segundo a Justiça Eleitoral, por danos causados por intempéries, obras não concluídas, manutenção emergencial e perda de acessibilidade ou energia. Em Confresa (MT), chuvas e ventos danificaram uma escola e forçaram a interdição preventiva, deslocando as seções para imóvel vizinho. O TSE ressalta que cada zona eleitoral decide transferências conforme a realidade local e que a mudança não reduz o número de seções.
Para evitar contratempos, o eleitor deve consultar o endereço atualizado pelo aplicativo e‑Título ou pela área de Autoatendimento Eleitoral no Portal do TSE, onde cartórios e alterações aparecem em tempo real. O primeiro boletim das Eleições 2026 registrou 421 urnas substituídas, informação que reforça a necessidade de acompanhamento próximo da logística eleitoral.
Embora o volume de alterações seja pequeno na proporção nacional, deslocamentos concentrados em cidades ou estados maiores podem complicar a logística local e aumentar o risco de desinformação e abstenção. A criação da Sala Nacional de Situação Climática, coordenada pelo presidente do TSE, e a parceria com Inmet, Cemaden, Inpe, ANA, Defesa Civil e Forças Armadas visam reduzir surpresas, mas a eficiência dependerá da comunicação clara entre zonas eleitorais e eleitores. Conferir o local antes do dia da votação evita surpresas e preserva o direito de voto.