O Tribunal Superior Eleitoral analisa nesta quinta-feira (8/10) o recurso relacionado ao registro de Anthony Garotinho (Republicanos). A decisão tem potencial direto para o resultado da disputa pelo governo do Rio: dependendo do encaminhamento, pode confirmar o segundo turno entre Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD) ou declarar Ruas eleito no primeiro turno.
Garotinho concorreu com o registro sub judice e obteve 274.411 votos, equivalentes a 3,17% do total. Na apuração, Douglas Ruas ficou com 4.271.199 votos (49,27%) e Eduardo Paes com 3.706.984 votos (42,76%). Se os votos do ex-governador forem excluídos da base de cálculo, Ruas pode ultrapassar a marca dos 50% dos válidos.
O Ministério Público Eleitoral já se manifestou e pediu que o TSE acolha a desistência apresentada por Garotinho; no entendimento do MPE, essa solução levaria à exclusão dos votos. Caso os ministros não aceitem a desistência, o caminho alternativo defendido pelo MPE é a rejeição do recurso e a manutenção do indeferimento — o que também implica anulação das cédulas atribuídas ao candidato.
Além da consequência matemática sobre o pleito, a decisão expõe um nó institucional: o tribunal terá de resolver rapidamente um caso que mexe com a validade do calendário e com a transição de poder no estado. Para partidos e eleitores, o veredito muda estratégias, custos e narrativa política — e acende alerta sobre o peso das decisões judiciais na definição de mandatos.