O Tribunal Superior Eleitoral aprovou, em sessão virtual unânime dos sete ministros, o registro de seis chapas à Presidência da República. O plenário entendeu que as candidaturas analisadas apresentaram a documentação exigida e estão aptas a disputar a eleição. Ao todo, o tribunal recebeu 13 pedidos de registro; sete permanecem pendentes de decisão.
Entre as chapas validadas está a composta por Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin (PT-PSB), já confirmada no sistema do TSE. A liberação formal das candidaturas permite que essas chapas avancem em agendas de campanha e na preparação para o horário eleitoral, ainda que contestações judiciais pontuais possam surgir.
O tribunal também determinou a suspensão temporária da campanha de Pablo Marçal (PRTB), atendendo a pedido do Ministério Público Eleitoral. A medida, de efeito imediato, veda participação em debates, no horário gratuito de rádio e TV e em atos públicos, até o julgamento definitivo do registro. O MPE sustenta que Marçal é inelegível até 2032 em razão de decisão anterior da Justiça Eleitoral de São Paulo.
A decisão expõe a tensão entre calendário e litígios eleitorais: com o primeiro turno marcado para 4 de outubro e eventual segundo turno em 25 de outubro, o prazo para resolver pendências é curto. A suspensão de candidaturas reduz momentaneamente a fragmentação do pleito, mas amplia a pressão sobre o TSE para decisões rápidas e consistentes que não tragam insegurança jurídica nem prejudiquem a organização do processo eleitoral.