O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou por unanimidade o emprego de forças federais para reforçar a segurança no primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro. A medida atende pedidos encaminhados por Tribunais Regionais Eleitorais após solicitações de autoridades estaduais e abrange mais de uma centena de municípios no Acre, Ceará, Piauí, Rio de Janeiro e Tocantins.
O apoio militar será destinado a áreas com desafios logísticos e de segurança: terras indígenas, regiões de fronteira, comunidades ribeirinhas, municípios de difícil acesso e localidades próximas a complexos prisionais. As capitais Rio de Janeiro, Fortaleza, Teresina e Rio Branco foram incluídas na relação de localidades que receberão reforço, segundo a decisão do plenário do TSE.
A atuação federal envolverá integrantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica; com a autorização do TSE os pedidos seguem para o Ministério da Defesa, responsável pelo planejamento e execução. A medida retoma um mecanismo já usado em pleitos anteriores — em 2022 as Forças Armadas foram empregadas em 11 estados — e aponta para a persistência de vulnerabilidades regionais na preparação do voto.
Além do aspecto operacional, a decisão tem implicações políticas e institucionais: reforça a necessidade de coordenação entre Justiça Eleitoral e Forças Armadas, sobe o custo logístico das eleições e pode alimentar o debate público sobre o papel de tropas em processos eleitorais. O episódio ocorre em paralelo a outras frentes de segurança e tecnologia: a PF realiza operações de proteção a pré-candidatos, o TSE testa urnas e o presidente da Corte tem discutido urnas eletrônicas e IA com diplomatas.