O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, destacou a presença de 125,2 milhões de eleitores no primeiro turno ao falar a representantes diplomáticos e missões internacionais. Ao apresentar o balanço em evento com observadores, o magistrado comparou a operação eleitoral a grandes eventos esportivos para ilustrar a escala logística necessária.
Nunes Marques citou a preparação de mais de 500 mil urnas eletrônicas e enfatizou que, além da tecnologia, o funcionamento do pleito depende de magistrados, servidores, mesários e equipes locais. Segundo o presidente da Corte, missões como OEA, Parlasul, Centro Carter e Uniore emitiram avaliações preliminares apontando aspectos positivos, entre eles o funcionamento das urnas, a atuação dos mesários e os mecanismos de auditoria e divulgação dos resultados.
Ao mesmo tempo, o TSE recebeu recomendações concretas: redução de filas, aprimoramento da identificação biométrica, maior acessibilidade nos locais de votação, sinalização eficiente e planejamento para imprevistos. Nunes Marques afirmou que essas observações serão consideradas na preparação do segundo turno, sinalizando que a Corte reconhece pontos operacionais a serem corrigidos.
Do ponto de vista político e institucional, o reconhecimento por observadores internacionais ajuda a reforçar a credibilidade do processo, mas as falhas apontadas mantêm áreas de vulnerabilidade que demandam resposta rápida. Em Brasília, o TSE defendeu a cooperação internacional como ferramenta de aperfeiçoamento e prometeu manter serenidade e empenho na próxima etapa — parafraseando a canção citada pelo ministro: o trabalho institucional continua.