O Tribunal Superior Eleitoral solicitou ao Ministério Público Eleitoral um parecer sobre as medidas adotadas pela Meta para garantir tratamento isonômico às candidaturas nas plataformas digitais. O pedido, assinado pelo relator Marco Aurélio Bellizze, fixou prazo de 24 horas para que o MPE avalie as providências apresentadas pela empresa.
A cobrança do TSE decorre de representação da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que apontou possível favorecimento ao senador Flávio Bolsonaro nas redes administradas pela Meta. A empresa nega ter interferido no processo eleitoral ou beneficiado qualquer candidatura, atribuindo os problemas relatados a falhas técnicas e informando ter tomado medidas para cumprir decisões judiciais.
Apesar das explicações, a discussão permaneceu aberta após o Comitê de Supervisão da Meta apontar problemas no controle de publicações e na transparência das operações no Brasil. Bellizze já se reuniu com representantes da companhia em 20 de junho; com o parecer do MPE em mãos, o TSE terá novos elementos para avaliar se as providências são suficientes.
Do ponto de vista político e institucional, o caso amplia o escrutínio sobre plataformas digitais em ano pré-eleitoral: uma manifestação crítica do MPE pode acender alerta sobre governança e praticidade das regras de moderação, enquanto um entendimento favorável à Meta tende a reforçar a defesa de neutralidade técnica por parte das empresas.
Em síntese, o prazo de 24 horas impõe um ritmo acelerado ao processo e aumenta a pressão sobre o Ministério Público Eleitoral para entregar um posicionamento que influenciará a avaliação do tribunal — e, consequentemente, a narrativa pública sobre equilíbrio e transparência nas redes sociais.