O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rebateu as alegações feitas por Flávio Bolsonaro após o segundo turno e classificou como falsa a afirmação de que fiscais do PL teriam sido retirados da "sala-cofre" durante a apuração. A Corte afirmou que representantes do partido acompanharam os procedimentos em espaços destinados à fiscalização e que a presença está documentada.

Segundo o TSE, dois integrantes do PL estiveram na sede ao longo do domingo e acompanharam o Teste de Integridade das urnas, a totalização dos votos e a divulgação dos resultados. A presença foi registrada por sistemas de acesso e por imagens produzidas na Sala de Totalização; a Corte ressaltou que a sala-cofre não é um ambiente destinado à visitação, e que a fiscalização ocorre em locais específicos, como a Sala dos Partidos.

As informações divulgadas pela Justiça Eleitoral confrontam diretamente a versão apresentada pelo senador, que anunciou a intenção de recorrer para tentar invalidar o segundo turno. Além da acusação sobre fiscais, Flávio também questionou a prorrogação do horário de votação, medida tomada pelo ministro Cristiano Zanin, o que intensificou o discurso de irregularidade adotado pela campanha derrotada.

Do ponto de vista político, o esclarecimento do TSE amplia desgaste sobre a narrativa de fraude e dificulta a estratégia de anular o resultado, ao expor documentação pública que contradiz as afirmações do PL. A Corte manteve que as restrições à sala-cofre são procedimento padrão e que não comprometem a transparência da totalização.