O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesta quinta-feira (7/5) o encerramento do prazo de cadastro eleitoral para as Eleições 2026, com mais de 158 milhões de brasileiras e brasileiros aptos a votar. O balanço apresentado na sessão plenária aponta avanço na identificação biométrica — cerca de 140 milhões de eleitores, ou 88,78% do total — e consolida a transição para uma etapa técnica voltada à preparação das urnas e à organização operacional do pleito.
Desde a reabertura do cadastro, no fim de 2024, cartórios e postos de atendimento registraram aproximadamente 15 milhões de procedimentos, entre revisões, emissões do primeiro título, atualizações e transferências. A Corte também destacou a entrada de milhares de jovens no eleitorado, um fator que altera perfis locais de votação e impõe ajustes logísticos pontuais a zonas eleitorais com maior renovação.
A presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, e o corregedor-geral Antonio Carlos Ferreira defenderam a biometria e a estabilidade dos sistemas como pilares para reduzir riscos de inconsistência cadastral. O TSE informou que o Sistema Elo operou sem interrupções durante o período de maior demanda e que medidas como autenticação biométrica no atendimento e revisão do autoatendimento digital foram adotadas para agilizar processos.
Com o fechamento do cadastro, o calendário eleitoral entra em nova fase: convenções partidárias entre 20 de julho e 5 de agosto, prazo de registro das candidaturas até 15 de agosto e início oficial da campanha em 16 de agosto; o primeiro turno está marcado para 4 de outubro. A avaliação técnica da Justiça Eleitoral sobre cobertura biométrica e estabilidade sistêmica tende a ser usada tanto para reforçar a legitimidade do processo quanto para responder a eventuais questionamentos operacionais nas próximas etapas.