O Tribunal Superior Eleitoral marcou para a próxima segunda-feira (31) o início do julgamento virtual dos pedidos de registro das candidaturas à Presidência, que ficará aberto até 2 de setembro. Na modalidade eletrônica, os ministros lançam votos no sistema do tribunal, sem deliberação presencial. A Corte recebeu 13 pedidos de registro.
Para obter o registro, os postulantes precisam comprovar elegibilidade e a inexistência de pendências junto à Justiça Eleitoral. O processo coloca o TSE no papel de filtro institucional: decisões nesta fase podem impedir candidaturas, gerar substituições de última hora ou forçar ajustes nas estratégias partidárias, ampliando a incerteza para campanhas e alianças.
Um caso que adianta o tom da sessão é o de Pablo Marçal. O tribunal acatou liminar do Ministério Público Eleitoral que suspendeu temporariamente sua participação em campanhas, debates e no horário eleitoral. O MPE sustenta que Marçal está inelegível até 2032 por condenação da Justiça Eleitoral de São Paulo relacionada a oferta de gravações em troca de doações nas eleições municipais de 2024. O pedido será julgado de forma definitiva na sessão virtual.
Com o calendário eleitoral apontando primeiro turno em 4 de outubro e eventual segundo turno em 25 de outubro, as decisões do TSE têm potencial imediato para mexer no tabuleiro político. Além do impacto jurídico, há consequências práticas: prazos apertados para recursos, pressão sobre siglas e necessidade de respostas rápidas de campanhas diante de possíveis vetos ou confirmações de registros.