O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, concedeu liminar nesta terça-feira que mantém o deputado federal Alex Manente (SP) à frente do Cidadania até a conclusão do processo eleitoral de 2026. A decisão também determinou que a própria Justiça Eleitoral será a competente para julgar, no mérito, a disputa interna sobre o comando da legenda.
A medida atendeu a ação do Diretório Nacional do partido após o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) ter suspendido atos aprovados em encontro do diretório em 24 de fevereiro e no congresso extraordinário de 4 de março, quando Manente foi eleito para o mandato 2026–2030. Com a liminar, essas deliberações e a atual composição do diretório e da comissão executiva foram restabelecidas provisoriamente.
Na justificativa, Nunes Marques ressaltou a proximidade das convenções e das eleições como motivo para preservar a estabilidade interna. Segundo o TSE, alterações no comando da sigla neste momento poderiam afetar a definição de candidaturas, a organização partidária e o funcionamento da federação formada pelo Cidadania e o PSDB. Os efeitos da decisão do TJDFT seguem suspensos até a decisão final da Justiça Eleitoral.
Politicamente, a liminar afasta uma turbulência imediata — que prejudicaria a montagem de chapas e o calendário da federação —, mas desloca a tensão para o Supremo eleitoral. A Justiça Eleitoral terá de resolver o mérito num prazo político sensível: a permanência do atual comando reduz o risco de desarranjo pré-eleitoral, porém mantém pendente uma disputa jurídica capaz de voltar a tensionar a legenda à medida que se aproximarem as convenções.