O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou a mobilização de 25 mil militares das Forças Armadas para prestar apoio à Justiça Eleitoral durante a votação e a apuração do segundo turno de 2026. As operações envolverão 301 municípios e foram autorizadas a partir de solicitações encaminhadas pelos tribunais regionais eleitorais (TREs).

Marinha, Exército e Aeronáutica atuarão em coordenação com órgãos de segurança pública e prestarão apoio logístico com aeronaves, helicópteros, embarcações e viaturas para transporte de urnas, equipamentos e pessoal em 39 municípios. O envio de tropas segue o pedido formal dos TREs, é organizado pelo Ministério da Defesa e pode receber novas requisições até a véspera da votação.

A corte justificou a medida como forma de "garantir a tranquilidade da votação e da apuração", com respaldo no Código Eleitoral e no Decreto nº 13.073, de 21 de julho. Em termos práticos, a escalação de 25 mil militares aponta para um desafio operativo substancial: além do custo e da logística, há maior complexidade para coordenar forças federais e estaduais em diferentes regiões do país.

Politicamente, a mobilização acende alerta sobre a dependência de tropas militares para assegurar pleitos em áreas com fragilidade de segurança. A presença reforçada pode ser apresentada como garantia de ordem pela administração eleitoral, mas também oferece espaço para debate público sobre o papel das Forças Armadas em eleições e sobre o impacto dessa dependência na imagem das instituições. O TSE posiciona-se como provedor da segurança do processo, enquanto os TREs mantêm a prerrogativa de indicar onde o apoio é necessário.