O Tribunal Superior Eleitoral informou que várias mudanças de endereço de seções eleitorais para o segundo turno foram motivadas por “motivos práticos”, entre eles os efeitos de fortes chuvas, reformas de última hora e ajustes de acessibilidade. Como exemplo, a Corte citou a situação em Confresa (MT), onde a cobertura de uma escola usada como local de votação foi danificada por tempestades e apresentou infiltrações e comprometimento de forros.
O TSE enfatiza que a decisão sobre transferências não é centralizada: cabe a cada zona eleitoral avaliar a realidade local e optar por prédios alternativos. Segundo o tribunal, a alteração de um prédio para outro não significa redução de seções nem prejudica o eleitor. Ainda assim, mudanças dessa natureza têm impacto operacional concreto — demandam readequação de rotas, logística de transporte de urnas e pessoal, além de demanda por comunicação clara para evitar confusão no dia do pleito.
A preocupação com eventos climáticos levou o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, a criar a Sala Nacional de Situação Climática para as Eleições 2026, em articulação com Inmet, Cemaden, Inpe, ANA, Defesa Civil e Forças Armadas. A iniciativa amplia a capacidade de monitoramento, mas também expõe a necessidade de coordenação entre esferas federais, tribunais regionais e administrações municipais — sobretudo em locais com infraestrutura frágil.
Na prática, as alterações ressaltam um desafio duplo: operacional e de comunicação. Eleitores devem checar seu local pelo e-Título; por outro lado, a Justiça Eleitoral e os gestores locais precisam demonstrar que conseguem converter monitoramento e decisões pontuais em medidas que garantam tranquilidade no dia da votação. Falhas na divulgação ou na logística podem rapidamente transformar um ajuste justificável em problema político e administrativo.