O Tribunal Superior Eleitoral rejeitou o pedido de credenciamento da organização espanhola Eurolat Global Democracy Forum para atuar como observadora nas eleições gerais de outubro. A decisão, tomada pela diretoria internacional do TSE, considerou que o grupo não atende aos requisitos de perfil técnico e institucional exigidos pela Corte para missões de observação.
O TSE fundamentou o indeferimento na Resolução nº 23.678/2021, que condiciona a atuação de observadores a acordos prévios e a vínculos com organismos internacionais consolidados, universidades ou centros de pesquisa reconhecidos. A diretoria avaliou que a Eurolat Global funciona como um fórum de debate da sociedade civil, sem chancela governamental ou autoridade legislativa.
A Corte também apontou o histórico e os vínculos políticos de integrantes indicados para chefiar a missão: entre eles figura Ahmed Adheeb, ex-vice-presidente das Maldivas condenado por corrupção, além de nomes ligados a críticas severas ao sistema eleitoral brasileiro. Houve ainda confusão com a Assembleia Parlamentar Euro-Latino-Americana (Eurolat), órgão público sem relação com o grupo barrado.
Além de reforçar os critérios técnicos do credenciamento, a decisão tende a limitar a participação de missões percebidas como parciais e evitar que observadores sirvam de plataforma para questionamentos sobre a lisura das urnas eletrônicas. O TSE mantém, por ora, outras solicitações em análise — enquanto organizações como OEA e UE já foram credenciadas para acompanhar o pleito.