O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou nesta quinta-feira (1º/10) o sorteio que dividiu entre seis ministros os estados cujos recursos e documentos da apuração para presidente e vice serão relatados. A distribuição, definida em sessão administrativa, colocou Sebastião Reis Júnior com Amazonas, Alagoas, São Paulo e Tocantins; Estela Aranha com Minas Gerais, Mato Grosso, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul; Floriano de Azevedo Marques com Ceará, Sergipe, Maranhão e Goiás; André Mendonça com Rio de Janeiro, Paraná, Pará e Piauí; Ricardo Villas Bôas Cueva com Bahia, Pernambuco, Paraíba e Santa Catarina; e Dias Toffoli com Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Acre, Amapá, Roraima e Rondônia.
O calendário eleitoral agrava a importância da organização: o primeiro turno está marcado para este domingo (4) e os resultados serão divulgados após as 17h, quando encerra a votação em todo o país. A definição prévia de relatores visa acelerar a tramitação de recursos e petições que possam surgir no pós-apuração, tarefa que costuma demandar decisões rápidas em ambiente de alta pressão política.
Ao encerrar a sessão, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, destacou o volume de trabalho enfrentado pela corte. Segundo o tribunal, mais de 200 representações já foram apreciadas e referendadas; cerca de outras 100 têm previsão de análise até o fim desta sexta (2). Esses números explicam a opção pelo sorteio, mas também revelam o nível de demanda que o tribunal terá de suportar nas próximas horas.
A operação mostra, de um lado, preparo institucional para distribuir a carga de trabalho; de outro, acende alerta sobre a capacidade do Judiciário eleitoral de responder com celeridade e segurança a contestações em um momento sensível. Mais do que técnica administrativa, a movimentação tem implicações políticas: a agilidade e a transparência nas decisões serão observadas por partidos, candidatos e eleitores como indicadores da robustez do processo eleitoral.