O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou neste sábado (3), véspera do primeiro turno das Eleições 2026, um teste final dos sistemas que serão usados para receber e totalizar votos em todo o país. Em cerimônia na sede da corte em Brasília, a corte emitiu a chamada Zerézima, documento que atesta a inexistência de registros eleitorais antes da abertura das votações.
O exercício teve como objetivo confirmar que os programas instalados são os mesmos assinados digitalmente e lacrados pela Justiça Eleitoral. A Zerézima replica, em escala institucional, o procedimento que será repetido em cada seção de votação: a emissão de relatório público que garante que a urna eletrônica está apta a receber votos e não contém registros anteriores.
Do ponto de vista prático, o teste e a emissão da Zerézima servem para reforçar a transparência do processo e reduzir o espaço para alegações de irregularidade técnica. Mas a certificação dos sistemas não elimina debates políticos sobre o tema: a confiança do eleitor depende também de fiscalização, divulgação clara dos procedimentos e da capacidade das instituições de responder rapidamente a dúvidas e denúncias após a votação.
Ao concluir as checagens finais, o TSE procura dar resposta institucional à principal exigência do pleito: que o método de apuração seja reconhecido por operadores, partidos e eleitores. A repetição do procedimento nas seções e a publicação dos relatórios de verificação serão determinantes para a percepção de legitimidade do resultado nas próximas horas.