A página da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e registros públicos chegaram a atribuir ao senador Flávio Bolsonaro uma pós-graduação em Ciências Políticas pela UFRJ. Procurada, a universidade informou que seu Sistema Integrado de Gestão Acadêmica (SIGA) não registra o nome do parlamentar como discente, tornando a alegação inconsistente com os dados oficiais.
O SIGA, que centraliza os históricos acadêmicos da UFRJ desde 2001, indica ainda que o nome cadastrado similar ao dos Bolsonaro pertence a Eduardo Nantes Bolsonaro, concluinte de Direito. Enquanto isso, a página do Senado cita Flávio como 'pós-graduado em ciências políticas' sem indicar instituição, e o site do senador lista apenas especializações no IUPERJ e na FGV.
A assessoria do senador classificou as referências à UFRJ como 'erros ou equívocos, possivelmente extraídos de páginas como a Wikipedia'. O Correio buscou a assessoria e o IUPERJ para esclarecimentos; não houve resposta até a publicação. A divergência entre fontes oficiais e registros acadêmicos expõe contradição e acende alerta sobre a checagem de informações em perfis públicos.
Além do impacto reputacional, a falta de alinhamento entre biografias oficiais e bases de dados públicas tem custo político: complica a narrativa do candidato e demanda retificação formal por parte da Alerj, do Senado e da assessoria. Num cenário de disputa nacional, a clareza documental é elemento básico de transparência que deveria ser prontamente regularizado.