A última pesquisa Quaest antes do segundo turno será divulgada neste sábado (24/10), um dia antes da votação que vai decidir a Presidência entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Por ocorrer imediatamente antes da abertura das urnas, o levantamento tende a figurar como referência final para campanhas, eleitores e analistas avaliarem o cenário de disputa.

Registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-09158/2026 e encomendado pela Globo, o estudo prevê entrevistas presenciais com 3.702 eleitores em todo o país, colhidas entre sexta (23/10) e sábado (24/10). A margem de erro informada é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, parâmetros que tornam pequenas variações numéricas compatíveis com empate técnico.

O contexto das últimas sondagens mostra uma corrida apertada: na rodada divulgada em 21 de outubro, Flávio apareceu com 45% e Lula com 44% — vantagem numérica dentro da margem de erro — e, em 14 de outubro, o senador registrou 46% contra 44% do petista. Em levantamentos recentes houve ainda sinais de volatilidade nas intenções espontâneas, com percentuais relevantes de votos em branco/nulo e indecisos, que podem ser decisivos no fechamento do pleito.

Mais do que um número isolado, a pesquisa que sai na véspera funciona como termômetro político: acende alerta para estratégias de mobilização, pressiona campanhas a reforçarem bases e pode alterar o tom da comunicação nos últimos dias. Ao mesmo tempo, trata-se de um retrato do momento, não de uma previsão definitiva — a margem de erro e a distribuição dos indecisos mantêm a disputa em aberto e exigem cautela na interpretação dos resultados.