Estamos na reta final do segundo turno: a campanha eleitoral pode ocorrer até as 22h deste sábado (24). A partir desse horário ficam proibidos o uso de alto-falantes e amplificadores, a distribuição de material gráfico e a promoção de caminhadas, carreatas ou passeatas destinadas à divulgação de candidatos. A sequência de prazos já havia encerrado a propaganda gratuita no rádio e na TV, os debates e os anúncios pagos nos dias anteriores, e os comícios tiveram seu fim antecipado.
Uma novidade relevante é a vedação, por 24 horas após o término do pleito, da publicação ou republicação de conteúdos novos produzidos ou alterados por inteligência artificial que usem imagem, voz ou manifestação de candidatos ou pessoas públicas. A medida busca limitar a circulação de material manipulado no pós-voto, mas levanta dúvidas sobre a capacidade de fiscalização e o alcance prático diante da velocidade da internet.
O Tribunal Superior Eleitoral mantém ainda a possibilidade de veicular comunicados, boletins e instruções ao eleitor, em até dez minutos diários requisitados às emissoras de rádio e TV — tempo que pode ser parcialmente repassado aos tribunais regionais eleitorais. No domingo (25) o horário de votação será das 8h às 17h. Eleitores do Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins também escolhem governadores; nesses estados a ordem na urna é governador e depois presidente. Há ainda seis municípios com eleições suplementares, onde a ordem muda.
Do ponto de vista prático, partidos e campanhas têm de concentrar o último esforço antes do limite legal, sob risco de sanções por descumprimento. Para o eleitor, a orientação é conferir local de votação no site do TSE ou no e‑Título, levar anotada em papel a 'colinha' com os números dos candidatos e lembrar que é proibido entrar com celular na cabine. Pequenos equívocos logísticos, em um calendário tão apertado, podem afet ar a participação e a ordem do pleito.