O secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, exigiu nesta quarta-feira apuração “com transparência, rigor e responsabilidade” sobre a crise que envolve o Supremo Tribunal Federal e o Banco Master. Em postagem nas redes, Valadares afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva respeita a separação dos Poderes, mas defende que a investigação alcance todos os envolvidos, sem exceções.

A declaração do dirigente petista também reforçou a defesa de uma reforma do Judiciário, apresentada por Lula como necessário para reduzir privilégios e proteger o cidadão comum, ao mesmo tempo em que ressaltou a necessidade de evitar a politização do caso. A mensagem buscou equilibrar a cobrança por investigação ampla com a defesa da independência institucional.

O tom da nota avançou para o confronto político ao relacionar um adversário direto: Valadares afirmou que há um único candidato à Presidência sob investigação ligada ao escândalo do Banco Master, numa referência a Flávio Bolsonaro. Ele associou o senador a recursos vinculados ao banqueiro Daniel Vorcaro e a um endereço ligado ao chamado “Careca do INSS”. A acusação amplia o custo político para a família Bolsonaro e exige resposta da oposição.

O episódio tem impacto duplo: politicamente, amplia a pressão sobre adversários e pode contaminar a campanha presidencial; institucionalmente, reforça a demanda por apuração célere e transparente para preservar a credibilidade do Judiciário. A movimentação do PT, ao mesmo tempo que pede investigação sem privilégios, coloca o governo em posição de cobrar respostas e controlar danos políticos.