O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou ao Correio Braziliense que o apoio dos principais partidos do Centrão à candidatura de Flávio Bolsonaro só deverá ser formalizado após as convenções partidárias, previstas entre 20 de julho e 5 de agosto. Apesar de manifestações de apoio registradas em São Paulo na segunda-feira (20), os diretórios nacionais ainda não bateram o martelo sobre um compromisso nacional.

No evento em São Paulo, diretórios estaduais do PP e do União Brasil chegaram a registrar apoio a Flávio, mas os presidentes nacionais dessas siglas — Ciro Nogueira e Antonio Rueda — e o chefe do Republicanos, Marcos Pereira, não compareceram. A ausência foi interpretada nos bastidores como sinal de neutralidade ou cautela por parte das lideranças nacionais, que resistem a fechar uma aliança antes do calendário oficial das convenções.

Há também movimentação sobre a vice: a possibilidade de Flávio indicar uma mulher do Republicanos foi citada como caminho para aproximar eleitores e costurar apoio do Centrão. Valdemar reforçou que a escolha do vice caberá a Flávio e ao ex‑presidente Jair Bolsonaro, e frisou elogios a nomes como Daniella Marques, do Republicanos, ao mesmo tempo em que avaliou que a presença dela não garante transferência automática de votos.

O recuo para formalizar apoios expõe duas consequências políticas imediatas: primeiro, a fragilidade da costura nacional, que transforma apoios locais em meras declarações até haver acordo formal; segundo, a necessidade de Flávio converter essas adesões em compromissos concretos após as convenções, sob risco de enfrentar um bloco fragmentado e pressionado por negociações internas.