O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, declarou esperar que o ministro Alexandre de Moraes mantenha a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. Segundo o dirigente, a defesa apresentou pedido de prorrogação com base em laudos médicos e no histórico clínico do ex-presidente, e o cenário atual não traria elementos para reverter a medida. A decisão era aguardada para a tarde desta quarta-feira.

Valdemar justificou a posição por motivos de saúde e pela necessidade de cuidados constantes, ressaltando que as restrições têm efeitos práticos sobre a capacidade de Bolsonaro de falar e atuar politicamente. Para o líder do PL, a limitação de contatos e de participação direta nas articulações políticas representa uma perda relevante para a sigla.

No plano organizativo, o presidente do partido afirmou que o ex-presidente está com a agenda restrita, com contatos concentrados na família e em conversas pontuais com aliados, como o senador Flávio Bolsonaro. A situação, na avaliação de Valdemar, reduz a presença pública de Bolsonaro e pressiona a direção do PL a ajustar a estratégia eleitoral diante dessa menor participação.

Juridicamente, a manutenção ou não da prisão domiciliar cabe ao ministro do STF, que examina os recursos e os elementos médicos apresentados pela defesa. O episódio expõe, na visão do dirigente, um ponto de fragilidade para a campanha e para a coordenação da oposição, deixando o partido em condição de maior dificuldade para mobilização e discurso público.