O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, encerrou sua agenda de campanha no Rio de Janeiro com um discurso de apoio à candidatura presidencial do senador Flavio Bolsonaro e com um apelo explícito pelo fortalecimento das chapas estaduais da legenda. Segundo a organização do evento, havia mais de 4.000 pessoas do lado de fora do local, dado que o dirigente citou como sinal de prestígio e mobilização.

Valdemar ressaltou que a escolha do candidato fluminense para a disputa pelo Planalto partiu do ex-presidente Jair Bolsonaro e tratou Flavio como a opção preferencial do grupo. O enfileiramento público do dirigente nacional busca transferir para o senador o capital político remanescente da família Bolsonaro, uma tentativa de consolidar a narrativa do partido antes das convenções.

No plano estadual, o presidente do PL destacou a candidatura de Douglas Ruas ao governo do Rio, elogiando a suposta preparação do postulante para o cargo. A menção e a visibilidade em eventos com grande público têm dupla função: reforçar a montagem da chapa e oferecer impulso momentâneo à campanha, embora precise ser convertida em estrutura eleitoral e votos nas urnas.

Valdemar também cobrou empenho para eleger os dois nomes do PL ao Senado no Estado — Portinho e Jordy — e pediu mobilização dos presentes nesse sentido. A cobrança revela a pressão interna do partido para transformar a energia das caravanas em resultado concreto, especialmente em um cenário em que coesão e aparato local serão decisivos.

A cena do Rio aponta para dois desafios: consolidar a transferência de apoio do núcleo bolsonarista para Flavio sem fragmentar alianças e garantir que a presença de público se traduza em logística e votos no dia da eleição. Para o PL, o teste agora é estrutural — converter prestígio em competitividade real nas urnas.