O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, declarou em evento em São Paulo que o deputado federal Nikolas Ferreira é um “fenômeno” e projetou que ele superará a marca de 2 milhões de votos nas próximas eleições para a Câmara. A previsão, feita durante um encontro do Bradesco BBI, busca colocar Nikolas no centro da narrativa eleitoral do partido.
Valdemar citou o recorde de 1,8 milhão de votos de Eduardo Bolsonaro em 2018 e argumentou que a nova marca seria possível mesmo em Minas — estado onde, segundo ele, o eleitorado teria uma dimensão favorável à candidatura. A afirmação funciona tanto como estímulo interno ao candidate quanto como sinal de ambição pública do PL.
O Nikolas é o maior fenômeno hoje do Brasil, não existe nada igual.
Ao mesmo tempo, a fala aparece em meio a atritos públicos entre Nikolas e membros da família Bolsonaro. Para mitigar o desgaste, o presidente do partido agendou um jantar com Nikolas e sua equipe nesta quarta-feira e marcou um encontro com Eduardo Bolsonaro em 19 de abril, durante uma viagem a Miami. A movimentação revela esforço explícito de gestão de crise interna.
A aposta em números extraordinários tem efeito político: eleva o perfil de Nikolas e pode atrair recursos e apoio, mas também intensifica rivalidades dentro da sigla. Se mal conduzida, a exposição de estrelas competitivas tende a fragmentar apoios regionais e complicar a costura de alianças que o PL precisa em 2026.
Além das projeções eleitorais, Valdemar fez afirmações duras sobre o futuro político da família Bolsonaro caso Flávio não vença a disputa presidencial, exibindo um tom que pode amplificar debates internos. O partido terá agora de conciliar promoção de nomes-pop e disciplina coletiva para evitar perda de coesão na campanha.
Ele vai bater o recorde de votação e passar de 2 milhões de votos.