Em discurso realizado na Avenida Paulista no último dia 1º de março, Valéria Bolsonaro voltou a defender a concessão de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e manifestou apoio público ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A fala reuniu referências à liberdade, ao patriotismo e à necessidade de mobilização contínua dos apoiadores, em uma mensagem centrada na ideia de que o campo conservador precisa permanecer unido diante do cenário político atual e das disputas que ainda seguem abertas no país.
Ao longo da manifestação, Valéria afirmou que a união entre os simpatizantes da direita será decisiva para o que chamou de reconstrução do Brasil. Segundo ela, o país atravessa um período de forte tensão institucional, mas a combinação entre perseverança, participação cívica e confiança em Deus pode sustentar uma mudança de rumo nos próximos anos. A expectativa por 2027 apareceu como marco simbólico de uma possível virada política, sempre vinculada à organização, à constância e à presença popular nas ruas.
Valéria Bolsonaro afirmou que a união dos apoiadores e a defesa da anistia são pontos centrais para enfrentar o que considera uma injustiça contra os presos do 8 de janeiro.
Um dos eixos mais fortes do pronunciamento foi a defesa dos presos do 8 de janeiro, tratados por Valéria como pessoas atingidas por medidas injustas. Ao abordar o tema, ela sustentou que a anistia deve ser discutida como resposta política e institucional para encerrar um ciclo de tensão que ainda mobiliza setores expressivos da direita. A mensagem procurou transformar a pauta em bandeira nacional, associando o debate à ideia de pacificação, de recomposição das garantias individuais e de correção de excessos atribuídos ao processo.
O discurso também procurou reforçar a ligação entre patriotismo e responsabilidade coletiva. Valéria afirmou que a presença das pessoas nas ruas tem peso político e simbólico, sobretudo quando a manifestação é conduzida por pautas que, em sua leitura, envolvem liberdade, respeito à vontade popular e defesa de valores permanentes. Nesse contexto, a Avenida Paulista foi apresentada como espaço de visibilidade para um grupo político que busca manter mobilização, identidade própria e capacidade de pressionar o debate institucional em escala nacional.
Outro ponto citado foi a menção ao apoio internacional, especialmente ao ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, lembrado na fala como referência externa capaz de fortalecer moralmente a causa defendida no ato. A referência não apareceu como anúncio concreto de articulação institucional, mas como sinal de que o debate brasileiro é observado fora do país e pode ganhar repercussão política além das fronteiras nacionais. Com isso, Valéria procurou ampliar o alcance simbólico da manifestação e reforçar a leitura de que a pauta tem eco internacional.
Na parte final da fala, a mensagem combinou fé, patriotismo e esperança, com a projeção de que 2027 poderá marcar uma virada no cenário político brasileiro.
Na etapa final do discurso, a mensagem assumiu tom de fé e esperança. Valéria associou o futuro do Brasil à perseverança dos apoiadores, ao cuidado com as famílias dos detidos e à convicção de que a liberdade ainda pode prevalecer no debate público. A construção da fala combinou elementos religiosos e políticos, algo recorrente em atos conservadores, e buscou manter o público mobilizado não apenas pelo inconformismo com o presente, mas também pela expectativa de mudança institucional capaz de reorganizar o ambiente político nacional.
A fala na Paulista reforça como a pauta da anistia continua ocupando lugar central em setores alinhados ao bolsonarismo. Ao vincular Jair Bolsonaro, os presos do 8 de janeiro, a defesa do patriotismo e a projeção de um novo ciclo até 2027, Valéria reuniu em um mesmo pronunciamento alguns dos temas que hoje movem essa base política. O ato, assim, funcionou como manifestação de apoio, sinalização estratégica e reafirmação de pertencimento para um público que mantém presença ativa, organizada e constante no debate nacional.