A vereadora Iara Pimentel (PT), de Montes Claros, no Norte de Minas, foi hospitalizada na noite de sábado após ser atingida na cabeça por um tijolo durante um ato de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na véspera do segundo turno. Segundo relatos da organização do evento, pedras, tijolos e garrafas foram arremessados de um ponto elevado contra participantes que estavam sobre um trio elétrico. A parlamentar apresentou sangramento e chegou a perder a consciência; o Samu foi acionado e ela permaneceu em observação no hospital.

Outras pessoas também ficaram feridas no incidente: uma criança sofreu fratura no braço, e o deputado federal Paulo Guedes (PT-MG), presente no ato, teve o grupo alvo de objetos lançados. Inicialmente, veículos locais atribuíram a agressão a apoiadores de Flávio Bolsonaro, mas a autoria ainda não foi confirmada pelas autoridades e não há informação pública sobre eventual enquadramento como tentativa de homicídio. Secretarias e a Polícia Civil de Minas Gerais foram procuradas; até a publicação não houve resposta oficial.

O episódio ocorre poucas horas antes da abertura das urnas e acende alerta para a escalada da violência na reta final da campanha, ampliando o desgaste do ambiente democrático e cobrando resposta rápida de investigação. Além do custo imediato para as vítimas, a ocorrência complica a narrativa sobre segurança em atos políticos e aumenta a pressão sobre autoridades locais e estaduais para identificar os responsáveis e adotar medidas preventivas em eventos eleitorais.

A assessoria de Iara divulgou nota de repúdio e pediu apuração rigorosa, assim como parlamentares que se manifestaram em solidariedade. A gravidade do ataque reforça a necessidade de respostas claras das forças de segurança: além de punir eventuais responsáveis, a investigação terá papel central para conter a reação política e preservar o direito de manifestação sem receio de violência.