O senador Carlos Viana (Podemos-MG) anunciou ter protocolado pedido de prisão contra o diretor‑geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, na esteira da decisão do ministro do STF André Mendonça que determinou o afastamento do chefe da corporação e do diretor de Inteligência, Leandro Almada. Mendonça também ordenou a abertura de procedimentos criminais e administrativos para apurar a elaboração de relatórios de inteligência sobre autoridades.

Viana qualificou os fatos como graves e afirmou ter encaminhado o pedido de prisão às autoridades competentes, além de requisitar apuração pela Corregedoria da PF e pelo Tribunal de Contas da União. Segundo o senador, os relatórios — descritos pelo ministro do STF como apócrifos — teriam sido usados para embasar ações contra um integrante da Corte, o que exige responsabilização e esclarecimentos públicos.

O parlamentar cobrou reação urgente do Senado: prometeu oficiar a ministra Cármen Lúcia para que peça ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre, posicionamento sobre a instalação do Conselho de Ética e a investigação da atuação da Presidência do Senado diante dos pedidos de impeachment relacionados ao caso. Viana também defende a criação de uma CPMI e a convocação dos responsáveis da PF, além de solicitar ao Ministério da Justiça informações sobre quem ordenou o monitoramento do ministro Mendonça e o destino dos relatórios.

O senador citou ainda pedidos de explicação a autoridades envolvidas nas investigações sobre o Banco Master, incluindo Alcolumbre, o procurador‑geral Paulo Gonet e o ministro Alexandre de Moraes, ao mesmo tempo em que afirmou não pretender pré‑condenar ninguém. Politicamente, o movimento amplia o desgaste institucional: a exigência por transparência e por medidas na esfera legislativa coloca o Senado sob pressão para responder com rapidez, sob risco de escalada se as dúvidas não forem esclarecidas.