Na manhã desta quinta-feira (16/4), familiares do banqueiro Daniel Vorcaro estiveram na Superintendência Regional da Polícia Federal em Brasília, onde ele está detido sob suspeita de fraudes relacionadas ao Banco Master. Entre os visitantes estavam o filho do empresário e o advogado de defesa, que acompanhou a entrada do grupo.
Para evitar identificação pela imprensa, os familiares utilizaram guarda-chuvas ao chegar ao local. A movimentação ocorreu no mesmo dia em que a Polícia Federal cumpriu a prisão preventiva do ex‑presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, apontado como outro investigado no caso.
O episódio reforça a dimensão política e econômica da investigação: duas prisões no mesmo inquérito elevam a atenção sobre controles internos dos bancos e sobre a capacidade de fiscalização das autoridades. A coincidência das ações amplia desgaste reputacional para os envolvidos e acende alerta entre reguladores e mercado.
A apuração federal segue em curso e tende a manter a pauta em evidência, com pressões por esclarecimentos e exigência de maior transparência na gestão de instituições financeiras. Para a política, o desdobramento alimenta debates sobre governança e responsabilidade, sem ainda definir culpabilidades.