O voto para senador exige atenção redobrada do eleitor: a escolha é majoritária, obrigatoriamente nominal, e envolve duas etapas na urna eletrônica. Serão eleitos os dois candidatos mais votados — sem quociente ou distribuição por partido — e o eleitor deve digitar números diferentes para cada vaga. Se repetir o mesmo número, apenas o primeiro voto será computado; o segundo será anulado.

Nesta eleição estão em disputa 54 das 81 cadeiras do Senado; os mandatos duram oito anos, o dobro do prazo dos deputados federais. Além da duração, o Senado representa as unidades da Federação: cada estado e o Distrito Federal têm três senadores independentemente da população. Por isso, o voto para essa casa tem impacto prolongado sobre a representação estadual e sobre decisões legislativas e de fiscalização no Congresso.

Cada candidatura ao Senado inclui um titular e dois suplentes, cujos nomes e fotos aparecem na tela da urna. Os suplentes podem assumir o mandato em casos de afastamento temporário, renúncia, morte ou quando o titular passa a exercer outro cargo. A Justiça Eleitoral recomenda que eleitores conheçam não só os titulares, mas também os suplentes e os números dos candidatos antes de chegar à seção.

O risco de anular o voto — digitando apenas o número do partido ou repetindo o mesmo número — acende um alerta para a qualidade da representação. Votos inválidos podem alterar resultados e têm custo político real para o estado. A recomendação é simples: confira os números, pesquise os candidatos e utilize ferramentas oficiais, como o e-Título, para se preparar antes de votar.