A pesquisa Vox Brasil divulgada nesta sexta-feira confirma um cenário fechado para o segundo turno presidencial marcado para 25 de outubro. No levantamento, Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 44,2% das intenções de voto ante 42,7% de Flávio Bolsonaro — diferença de 1,5 ponto que fica dentro da margem de erro de 2,15 pontos. Em votos válidos, o instituto registra 50,86% para Lula e 49,14% para Flávio.
O contingente de eleitores que diz votar em branco, nulo ou em nenhum dos dois é de 3,4%, enquanto 9,7% não souberam ou não quiseram responder. Juntos, esses segmentos somam 13,1% do eleitorado consultado, um núcleo decisivo na reta final. A margem de erro e a presença relativamente alta de indecisos transformam o levantamento em um retrato do momento, não em previsão definitiva, e acendem alerta para ambos os campos.
A Vox ouviu 2.100 eleitores entre 5 e 7 de outubro, por entrevistas presenciais em domicílio; o estudo tem nível de confiança de 95% e está registrado no TSE sob BR-09623/2026. Para a campanha de Lula, os números mostram que a vantagem em votos válidos existe, mas é frágil, o que pode forçar uma intensificação da mobilização do eleitorado e ajustes na mensagem para reduzir a taxa de abstenção e converter indecisos. Para Flávio Bolsonaro, a proximidade nas intenções indica viabilidade eleitoral e abre espaço para pressão sobre o campo governista.
Do ponto de vista político, o resultado complica a narrativa de segurança de qualquer lado: para o governo, a pesquisa amplia a necessidade de reação e de coordenação com aliados; para a oposição, reforça a aposta na convergência de votos alternativos e na capacidade de mobilizar a base. Com pouco mais de duas semanas antes do 2º turno, o foco deve ser a disputa pelos indecisos, a eficiência da máquina de campanha e a capacidade de transformar intenção em comparecimento às urnas.