O ex-chefe da Secom Fábio Wajngarten voltou a pressionar publicamente a pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro ao reivindicar mudanças imediatas na equipe responsável pela estratégia eleitoral. Em mensagem na rede X, ele dirigiu-se ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e listou nomes que considera aptos para posições-chave, entre eles Marcello Lopes (Marcelão), Duda Lima, Walter Longo e Antônio "Toninho".
Além de reformular cargos, Wajngarten defendeu maior protagonismo de setores vistos como essenciais ao eleitorado conservador: lideranças católicas e evangélicas, representantes do agronegócio, profissionais da segurança pública, da área médica, da educação e do varejo. Propôs reuniões semanais com os segmentos e atualizações diárias da operação.
O gesto ocorre num momento de turbulência na pré-campanha. Nas últimas semanas a equipe enfrentou repercussões do caso envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e o Banco Master, alterações na comunicação e divergências internas que levaram à saída de Marcello Lopes da coordenação. Para aliados, os ruídos têm dificultado a construção de uma narrativa clara.
A cobrança pública de um aliado com experiência em comunicação funciona como sinal de desgaste e amplia a pressão sobre a direção do PL para tomar decisões rápidas. Se não houver ajuste tático, advertem observadores, a campanha corre o risco de perder tração junto à base conservadora na corrida para 2026. A direção do partido foi procurada, mas não se manifestou até a publicação.