O ministro Wellington Dias afirmou que há 'acima de 41 votos' em apoio à sabatina de Messias, candidato à vaga do Supremo Tribunal Federal. A declaração foi acompanhada da decisão de deixar o cargo temporariamente para atuar no Senado e reforçar a articulação pró-indicação do advogado‑geral da União ao STF.

O movimento sinaliza que o governo considera necessária uma atuação direta na Casa para consolidar a maioria necessária. Diante da exigência política de costurar apoios, a mobilização de um ministro para o plenário expõe uma percepção de fragilidade relativa da base — ainda que Dias apresente o número como garantia.

A aposta em garantir uma margem confortável de votos pode reduzir riscos na votação, mas tem custo político: deslocamentos de ministros, desgaste da articulação e pressão sobre bancadas aliadas. A afirmação pública sobre o placar funciona também como instrumento de convencimento para indecisos e mensagem interna de confiança.

Na prática, o resultado dependerá do desenrolar da sabatina e da votação em plenário. A estimativa de 'acima de 41 votos' é um retrato momentâneo que alivia a cena oficial, mas não elimina a necessidade de negociação contínua e de mitigar críticas que possam surgir durante o processo legislativo.