O senador Weverton Rocha (PDT-MA) negou, nesta sexta-feira (14/8), ter usado influência política para atrapalhar investigações sobre uma organização criminosa ligada a homicídio no Maranhão. Questionado por jornalistas durante gravações eleitorais com o presidente Lula e aliados, o parlamentar rejeitou as acusações divulgadas hoje.

O sigilo do caso foi quebrado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino. Segundo as apurações citadas por investigadores, Rocha teria acionado interlocução junto ao ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Humberto Martins para atrasar uma investigação no STJ que alcançaria membros da família do governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), também alvo de investigação.

As informações, ainda sob investigação, colocam o senador em uma posição delicada diante de aliados e adversários. A hipótese de interferência junto ao Judiciário, se confirmada, amplia desgaste político para a coligação no estado e complica a narrativa de imunidade de integrantes do governo regional. Mesmo sem desdobramentos imediatos, o episódio acende alerta sobre a exposição de nomes do MDB e do PDT em ano eleitoral.

O caso exigirá esclarecimentos dos investigados e acompanhamento dos próximos passos judiciais. Para o campo político, a materialização das suspeitas pode gerar pressão por explicações públicas, cobrança de aliados e necessidade de ajuste estratégico em campanhas locais. Até que haja mais elementos, a acusação permanece como um foco de risco institucional e político para os envolvidos.