O senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo, encaminhou ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pedido formal para que a Casa adote providências sobre o vazamento de material apreendido pela Polícia Federal. A solicitação foi motivada pela divulgação, neste fim de semana, de uma fotografia extraída do seu celular funcional — apreendido pela PF em dezembro — publicada pela revista Piauí e difundida na imprensa.

A foto, registrada em abril de 2023, mostra Weverton ao lado de parlamentares e autoridades em uma propriedade ligada ao advogado Willer Tomaz. No documento enviado ao comando do Senado, o senador argumenta que a divulgação de imagens e mensagens pessoais expõe parlamentares que não são alvo da investigação e viola direitos à intimidade e à presunção de inocência. Weverton cobrou preservação das provas e medidas para identificar responsáveis pelos vazamentos.

Entre as providências solicitadas estão a atuação da Advocacia do Senado para levar o caso ao relator no Supremo, ministro André Mendonça, além de comunicação formal à Procuradoria-Geral da República, à Corregedoria da Polícia Federal e ao Ministério da Justiça, com pedido de informações sobre medidas adotadas para impedir novos vazamentos. Também pediu que as instâncias competentes do Senado tenham ciência do caso e acompanhem a apuração.

O episódio amplia o debate sobre a gestão e proteção de provas em investigações sensíveis — tema que ganha contornos institucionais quando envolve celulares funcionais e material sob custódia da PF. Para o Congresso, a divulgação seletiva de conteúdo pode complicar a narrativa governista, colocando aliados na defensiva e levantando dúvidas sobre a neutralidade de procedimentos. A pressão agora recai sobre a Polícia Federal e sobre as instâncias judiciárias e ministeriais a que Weverton encaminhou reclamações: a apuração interna e a transparência serão determinantes para conter desgaste político e restaurar confiança institucional.