YouTube e Instagram suspenderam na noite de segunda-feira (31/8) as contas do candidato à Presidência Renan Santos (Missão) no Brasil. A ação ocorreu depois que o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a suspensão da campanha do candidato, decisão que também levou à saída do ar do perfil no X de Aroldo Medina, vice na chapa.
A equipe da campanha informou ter recebido notificação do YouTube dizendo ter acatado “uma ordem judicial referente ao conteúdo” e que uploads futuros no canal seriam bloqueados para visualização no Brasil. Na decisão, Toffoli apontou a ausência de registro de sites, blogs e páginas de redes sociais vinculadas à campanha como motivo para a suspensão, citando petições em 19/8 que teriam complementado o registro inicialmente enviado à Justiça Eleitoral.
O despacho menciona que um dos perfis informados tem 2,4 milhões de seguidores e teria sido utilizado em desacordo com a legislação eleitoral. Em coletiva, Renan classificou a medida como autoritária e anunciou recurso imediato: a coordenação da chapa pretende ingressar com habeas corpus para tentar restabelecer a candidatura e reverter o bloqueio das contas. O candidato admitiu, porém, insegurança sobre o destino da campanha diante da decisão.
Além do impacto operacional — perda de alcance e ferramentas de mobilização digital — a suspensão escancara uma disputa institucional sobre limites do registro eleitoral e do controle judicial sobre conteúdos online. A medida acende alerta para a campanha de Renan ao reduzir sua visibilidade e obrigar a defesa a disputar espaço jurídico; também levanta questões sobre como a Justiça Eleitoral equilibrará exigências formais e liberdade de comunicação no calendário das eleições de 2026.