O deputado Zé Trovão (PL-SC) esteve na manhã desta quinta-feira em frente ao Supremo Tribunal Federal para protocolar uma representação contra o ministro Alexandre de Moraes. A iniciativa, apresentada acompanhado pelo deputado Sargento Fahur (PSD-PR), pede que a Corte analise suposta parcialidade do magistrado em processos, em especial os relacionados aos atos de 8 de janeiro.
Trovão afirmou que a divulgação de possíveis vínculos entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro suscita dúvidas sobre a imparcialidade do relator. Segundo o parlamentar, não há, por ora, acusação de corrupção, mas existem “indícios” que, na avaliação dele, justificariam a revisão de decisões, inclusive a eventual anulação de julgamentos e o reenvio de casos a instâncias consideradas competentes.
Além da representação, o deputado dirigiu ataques verbais ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, fazendo acusações sobre supostos recebimentos e alegando que o senador teria sido constrangido por Moraes em um encontro privado. As alegações a Alcolumbre foram feitas sem apresentação de documentos ou provas durante a coletiva, o que reduz, por enquanto, seu peso probatório.
A movimentação combina ação judicial e confronto público e acende alerta no Congresso: ao mesmo tempo em que expõe contradições sobre a necessidade de transparência na Corte, a falta de comprovações imediatas pode fragilizar a estratégia e alimentar polarização. Politicamente, o episódio complica a narrativa de setores que tentam questionar decisões do STF e aumenta a pressão sobre a presidência do Senado, que terá de administrar reação institucional e desgaste político.