O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema voltou a criticar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (MDB-AL), ao afirmar que a resistência em instalar a CPMI sobre o caso do Banco Master estaria ligada às denúncias recentes envolvendo repasses do empresário Daniel Vorcaro. A declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais.
Zema afirmou que valores milionários teriam funcionado como um 'preço pelo silêncio' no Senado e apontou que o pedido para criar a comissão já reúne mais de 280 assinaturas no Congresso. Para o presidenciável, a combinação entre as reportagens e a recusa em pautar a investigação explicaria a demora em abrir o colegiado.
A reportagem da revista Veja, citada por Zema, afirma que Alcolumbre teria recebido US$ 30 milhões de Vorcaro. Em nota, a presidência do Senado negou qualquer repasse e informou que acionará a Justiça; a assessoria de Alcolumbre disse confiar na apuração e aguardar o esclarecimento dos fatos.
Do ponto de vista político, a associação feita por Zema amplia a pressão sobre o presidente do Senado e coloca sob escrutínio a capacidade da Casa de promover sindicância independente sobre casos que envolvem suas lideranças. Se as suspeitas persistirem sem investigação, a situação pode aprofundar desgaste institucional e agravar constrangimentos em um ano de preparação para as eleições de 2026.