O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) publicou nas redes sociais, no Dia de Tiradentes, um vídeo em que traça paralelo entre a Inconfidência Mineira e o quadro político atual. No conteúdo, Zema reapresenta Tiradentes como símbolo de resistência à Coroa e usa a comparação para criticar autoridades da República.

Ao questionar o grau de liberdade dos brasileiros hoje, o ex-governador passou a identificar “os intocáveis de Brasília” como substitutos da coroa portuguesa, citando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros do Supremo e empresários. O vídeo inclui trechos gerados por inteligência artificial que simulam falas de Lula, dos ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes e de Daniel Vorcaro, do Banco Master.

A expressão 'os intocáveis' já vinha sendo usada por Zema em publicações anteriores e, em um desses conteúdos, motivou o envio de uma notícia-crime pelo ministro Gilmar Mendes ao colega Alexandre de Moraes, com pedido de inclusão do ex-governador no inquérito das fake news. O episódio mostra que a estratégia de confrontação tem repercussão jurídica imediata.

Do ponto de vista político, a peça eleva o tom num momento sensível: acende alerta para nova escalada entre Executivo e Judiciário e amplia desgaste no diálogo institucional. A tônica confrontacional pode provocar reações formais e também tensionar o ambiente pré-eleitoral, reforçando narrativas de polarização que dividirão o eleitorado nas próximas semanas.