O pré-candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, criticou nesta segunda-feira a candidatura de Renan Santos (Missão), afirmando que o fundador do MBL não tem um histórico de gestão pública que sustente promessas ambiciosas. As declarações foram dadas em entrevista ao canal Derrubando Muros, que iniciou uma série de sabatinas com nomes que pretendem disputar 2026.
Questionado sobre o crescimento de Renan em levantamentos, Zema relativizou o desempenho do adversário, destacando que algumas pesquisas em que ele aparece melhor são feitas exclusivamente pela internet, com amostras que, segundo ele, não refletem a população brasileira. Os dois últimos levantamentos nacionais citados no debate mostram cenário desigual: a Quaest, de 10 de junho, traz Lula na frente com 39% e Renan com 3% (margem de erro de dois pontos); já a AtlasIntel, de 1º de julho, aponta Lula com 46,3% e Renan com 7,8% (margem de erro de um ponto).
Zema também criticou o tom generalista das avaliações do fundador do MBL sobre a classe política, sugerindo que a crítica fácil não se sustenta quando se assume a responsabilidade da gestão. Para o ex-governador, a ausência de um currículo de entregas administrativas diminui a credibilidade de promessas amplas e alimenta dúvidas sobre capacidade executiva.
Do ponto de vista político, o confronto entre os dois expõe uma disputa pelo eleitorado que busca alternativas à polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro. Para Zema, a narrativa de Renan pode ter tração em ambientes digitais, mas enfrenta limites em amostragens mais representativas. A cobrança pública reforça a necessidade de cada pré-campanha demonstrar capacidade concreta de gestão — fator que, na avaliação do concorrente do Novo, será determinante para converter simpatia em votação.