Em visita ao tradicional Café Nice, na Praça Sete, em Belo Horizonte, o ex-governador Romeu Zema rebateu críticas à sua gestão ao afirmar que elas vêm de quem busca "ganhar sem trabalhar". A afirmação foi feita na sexta-feira durante conversa com frequentadores do ponto histórico, em uma passagem curta pela capital.

Zema procurou sustentar a defesa lembrando indicadores que atribui ao seu governo:, segundo ele, o estado encerrou quase sete anos e meio de sua administração sem escândalos — e com aumento da participação no PIB e cerca de um milhão de empregos a mais. O atual governador, Mateus Simões (PSD), acompanhou a agenda.

O Café Nice, referência de campanhas em anos eleitorais, voltou a receber a movimentação política característica do período. Zema também disse que tem rodado o país como parte da pré-campanha presidencial e que segue conversando com empresários e outras categorias — embora tenha ressaltado que não busca a aprovação de quem, na sua visão, não trabalha.

Do ponto de vista político, o tom da crítica funciona como reforço de identidade junto ao eleitor trabalhador e ao setor produtivo, mas tende a dificultar a ampliação de uma base mais ampla na pré-campanha: atacar críticos por suposta preguiça pode afastar segmentos sensíveis a discursos de inclusão e prudência fiscal. A mensagem sinaliza foco em mobilizar a base, mas também acende alerta sobre a necessidade de ampliar interlocução para a disputa nacional.